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Teologia

Vocês adoram a Deusa?

Como politeístas, adoramos um bocado de Deusas. E até mesmo alguns Deuses!

Na verdade, esta pergunta se baseia num conceito comum entre os Neopagãos (especialmente os Wiccanos) de que todos os Deuses e Deusas são frações de uma Deusa e Deus maiores (ou uma Deusa única, monoteísta), e que estas várias Divindades seriam meros aspectos de um grande “arquétipo” que pode ser revirado à vontade. Isto vai completamente contra a perspectiva RC de que as Divindades são indivíduos reais e separados. Também vai contra nossa crença de que diferentes culturas têm suas próprias e únicas Divindades e crenças sobre Elas. De fato, existem conflitos conhecidos entre algumas das Divindades Celtas, o que não faria sentido se todas fizessem parte de alguma Super-Divindade.

Assim, em resposta à pergunta, nós não adoramos “a Deusa” porque não é desse modo que percebemos o Cosmos. Isso não é uma teologia (ou “tealogia”) Celta e não aceitamos que alguma divindade monoteísta todo-poderosa, mesmo que existisse, tenha algum sentido em nosso modo de adoração.


Quais Divindades vocês adoram?

Isso depende do indivíduo e da cultura Celta que o atraia mais fortemente. Existiram centenas de Divindades Celtas em dúzias de culturas tribais durante o período Céltico. Reconstrucionistas Irlandeses ou Escoceses podem adorar Brighid ou o Daghda, a Morrigan ou Manannán mac Lir. Reconstrucionistas Galeses podem adorar Llew Llaw Gyffes ou Cerridwen, ou Rhiannon ou Gwynn ap Nudd. Reconstrucionistas Gauleses teriam mais interesse em Taranis, Epona, Belenos ou Belisama. Como uma tradição politeísta, a maioria dos RCs reverencia um certo número de Divindades, embora seja mais próxima a uma ou outra em particular.


Então vocês adoram todas as Divindades Celtas?

Não exatamente. Ao invés de ser Pan-Célticos, os RCs focalizam uma cultura Celta em particular (Gaélica, Gaulesa, Galesa, etc.). Mesmo dentro de um grupo cultural específico, nem todas as Divindades se dão bem umas com as outras, ou pelo menos não todo o tempo. Além do mais, dadas as centenas de Divindades Celtas conhecidas e a probabilidade de existirem ainda mais Divindades ainda desconhecidas, honrar cada uma delas separadamente seria algo extremamente exigente quanto ao tempo disponível e totalmente não-prático. A maioria dos RCs têm um subgrupo de Divindades com as quais formou alianças mais fortes, mas permanece respeitando o espectro mais amplo de seres espirituais que possa encontrar.


Então eu devo escolher uma Deusa ou Deus padroeiro de uma lista de Divindades e fazer meus votos a Eles?

Entre os RCs que se consagraram a uma divindade padroeira, geralmente há a crença de que não somos nós que escolhemos as Divindades. Elas nos escolhem. O livre arbítrio ainda existe, mas na tradição há exemplos claros dos infortúnios que acometem aos que recusam este chamado.

Nem todos os RCs são consagrados a uma Divindade particular, ou mesmo acham isso algo desejável. Para outros, é o ponto central de sua espiritualidade e identidade, uma fonte de força e orientação. Seja qual for o ponto de vista, embarcar nesse tipo de relacionamento sem tempo de sobra para conhecer melhor a Divindade em questão, e compreender o que é exigido por Ela, seria algo incrivelmente estúpido. Você não escolheria algum estranho ao acaso na lista telefônica para se casar, escolheria?

Os Celtas adoravam um número enorme de Divindades. Algumas eram bem locais, talvez dedicadas aos membros de uma tribo ou bioregião em particular. Outras Divindades se tornaram mais populares e foram adoradas por muitas tribos em muitas partes das terras Célticas. Nenhum Celta moderno conhece os nomes de todas essas Divindades a quem nossos ancestrais adoravam, muito menos adora a todas Elas. Assim, mesmo aqueles que não têm uma Divindade padroeira costumam ter um grupo reduzido de Divindades com as quais estão em termos mais familiares que as outras.


Eu queria fazer um Ritual, qual Divindade eu devo usar?

RCs não têm a pretensão de “usar” as Divindades.

Essa idéia, comum entre Neopagãos e Ocultistas, de que as Divindades não passam de formas-pensamento criadas, arquétipos intercambiáveis, baterias de energia ou mascotes psíquicos, é geralmente derivada da Magia Cerimonial ou da Psicologia moderna, particularmente os ramos mais Junguianos. Isso não é parte da religião Celta.

Ao invés de tentar “usar” ou comandar os Seres Divinos, nós buscamos conhecê-Los e estabelecer relacionamentos de respeito e afeição mútuos. Assim como num relacionamento entre humanos, isso é algo que requer tempo e deve ser mantido e tratado com cuidado. Embora as Divindades Celtas gostem de nos ver orgulhosos de nós mesmos e nossas conquistas, e não esperem de nós submissão de joelhos, tampouco querem ser tratadas de modo desrespeitoso ou serem consideradas de modo casual.

Historicamente, algumas interações com as Divindades parecem ter sido algo “contratuais”, envolvendo alguma forma de transação recíproca. Por exemplo, a maioria dos altares Celtas que chegou aos nossos dias apresenta inscrições indicando terem sido erigidos como cumprimento de um voto – como forma de “pagamento” à Divindade por serviços prestados. Isso não significa que todas as interações com Divindades ou Espíritos fossem, ou sejam ainda, na base do toma-lá-dá-cá, mas, em termos históricos, parece que algumas foram bem assim.


O que é isso de reverência aos Ancestrais e Espíritos da Terra?

Há boas evidências apontando para o fato que os Ancestrais e os vários Espíritos da terra e das águas fossem reverenciados pelas tribos Celtas. Rios e fontes locais eram encarados como encarnações do Divino. Montanhas e montes eram considerados como sendo as moradas das Divindades e Espíritos. Oferendas eram deixadas para os Espíritos da terra e do lar, até mesmo em tempos recentes, e ainda o são em várias localidades Celtas como parte da tradição popular viva da qual o RC retira sua melhor inspiração.

Acreditamos que os Espíritos da Terra, Ancestrais e Divindades são todos parte de uma comunidade e continuidade espiritual, ao invés de serem ordens separadas de existência. Ancestrais venerados podem se tornar Espíritos guardiães de um lugar em particular, ou ascender ao nível Divino em algum ponto, enquanto várias Divindades parecem originalmente ter sido Espíritos locais de rios ou outros lugares naturais. Como humanos mortais, somos também parte dessa comunidade, e nosso relacionamento com os Ancestrais, Espíritos e Divindades é de afiliação familiar/ tribal, bem como de afeto e respeito mútuo.

Quando nos referimos aos Ancestrais, não falamos apenas de nossos parentes sanguíneos. Também valorizamos as comunidades onde vivemos, e as muitas pessoas que tiveram importante influência em nossas vidas. .Assim, a maioria dos RC tende a se referir a todos os falecidos como nossos Ancestrais, não apenas os aparentados conosco. Uma liturgia RC em uso se refere aos Ancestrais como,

Vocês que pisaram esta terra antes de nós,
Vocês que trilharam este caminho antes de nós,
Vocês cujos corpos, mentes e espíritos
Deram forma aos nossos corpos, mentes e espíritos,
Todos vocês cujas vidas tornaram nossas vidas possíveis.


(K.P.NicDhàna da Pàganachd Bhandia e Nigheanan nan Cailleachan)

Nesse espírito, a maioria de nós descobre que, embora abordemos os Ancestrais num estilo RC, nem todos os Ancestrais em nossos altares são Celtas. Geralmente, os Ancestrais gostam de ser lembrados, e nem sempre são exigentes quanto ao formato exato que usamos. No entanto, outros Ancestrais podem ser bem exigentes e específicos quanto o que desejam de nós. Nestes casos, alguns RCs de ancestralidade mista podem descobrir que é no altar dos Ancestrais que entra em jogo algum grau de simbologia não-Céltica, se é isso que os Ancestrais esperam deles. Outros descobriram que seus Ancestrais estão tão excitados com a atenção recebida que estão unindo seus esforços para nos “empurrar” adiante no desenvolvimento do RC. Seja qual for o resultado de cada um, seja qual for a ancestralidade de cada um, o RC engloba todos os nossos Ancestrais, sejam os do corpo, da mente ou do espírito. (ver também O que vocês acham que acontece quando alguém morre?)


Então onde as Fadas e os Sidhe se encaixam nisso tudo?

Há vários seres do Outro Mundo que, ao longo dos séculos, foram chamados de Fadas, Sídhe ou Daoine Sith, entre outros nomes. As opiniões divergem, mas a crença nas Fadas da qual tiramos muito de nossa inspiração já atribuiu estes nomes aos Ancestrais, aos Espíritos da natureza, ou mesmo, mais tardiamente, às versões literárias das Deusas e Deuses.

Embora RCs raramente usem o termo “Fadas” para descrevê-los, percebemos que esse é um termo comum para representar os que muitos de nós conhecemos como os Sídhe. Este nome os descreve como morando “sob a colina”, nos montes Síde. Isto, para alguns de nós, sugere que eles são na verdade os Ancestrais, vivendo nos seus montes funerários, ou que poderiam ser Divindades ctônicas. Também podemos nos referir a eles como os “Bons Vizinhos”, a “Boa Gente”, ou simplesmente “as Gentes”, como é a tradição nas áreas Gaélicas, onde se crê que falar deles atrai a sua atenção e, assim sendo, é melhor sugerir que eles podem ser gentis. Este costume pode variar, no entanto, onde algumas pessoas podem se sentir mais confortáveis que outras ao falar deles.

Essa trepidação que alguns sentem sobre falar deles abertamente, presente na tradição e como GPC, é devida ao fato de que nem todos os Sídhe são particularmente amigáveis em relação a nós. Alguns deles podem não querer nenhum relacionamento com humanos, outros podem ser bem exigentes quanto a com quem eles querem travar relações. Alguns Espíritos naturais podem ser hostis a todos os humanos devido às ações de alguns, especialmente se houve dano à Terra. Nestes casos eles podem ser considerados como Forasteiros. Para poder coexistir pacificamente com Espíritos zangados, podemos ter que fazer oferendas/acordos, como descrito em Vocês falam um bocado dos Forasteiros e seu papel. O que é isso? Para os que são amistosos, podemos fazer oferendas em locais mais próximos de nossas casas, e deste modo, ao oferecer esta hospitalidade a eles, fortalecer esta amizade.

Embora nos países Celtas possa ser adequado usar o termo Sídhe para todos os Espíritos da Terra, da natureza ou do lar, muitos na diáspora sentem que aplicar o termo aos Espíritos nestas terras em que vivemos seria algo presunçoso e inadequado. Alguns destes Espíritos poderiam ser Sídhe que vieram com os imigrantes humanos, mas os outros são mais provavelmente Espíritos nativos, ou talvez algo inteiramente diverso.

Entre os que crêem que os Sídhe são uma classe particular de seres semi-divinos, muitos acreditam que há conexões fortes entre os Sídhe e as Divindades, com algumas das Deusas e Deuses sendo de linhagem Sídhe ou sendo realmente Sídhe propriamente ditos. De certo modo, isto parece ter a ver com a crença Cristã de que os Deuses dos Tuatha Dé Danann foram “rebaixados” aos Sídhe, mas no entanto deve-se notar que só alguns dos Tuatha Dé Danann realmente eram Sídhe e que outros não são e nunca foram.

Há os que também acreditam que alguns dos Ancestrais podem ter ido “para as colinas” se unir às Gentes ao morrer, e que isso seria num lugar separado daquele para onde a maioria dos Ancestrais vai.

Veja O que vocês acham que acontece quando alguém morre? Veja também O que é isso de reverência aos Ancestrais e Espíritos da Terra?


O que vocês acham que acontece quando alguém morre?

Isso depende do RC em particular. Muitos de nós crêem em reencarnação, e há evidências nos textos dentro e fora da cultura Celta sugerindo que os Celtas antigos de muitas tribos criam na reencarnação e/ou transmigração das almas. Diz-se que a crença na reencarnação era tão forte que contratos podiam ser feitos para serem cumpridos em vidas futuras. No entanto, não há indício de uma crença de que não reencarnar fosse algo possível ou mesmo desejável, como nas crenças Hindus ou Budistas, onde a meta espiritual é sair da Roda da morte e do renascimento.

Alguns crêem que seguimos para a Terra dos Mortos após a morte, diferentemente identificada como a Casa de Donn (Teach Duinn) ou a Terra da Juventude (Tír na nÓg) para além do mar ocidental da Irlanda. Essas terras do Outro Mundo recebem nomes diferentes em diferentes línguas e culturas Celtas. Há evidencias de que se acreditava que os Ancestrais habitavam sob a terra nos montes Síde ou sob o mar com Manannán mac Lir. Com o tempo, as pessoas podiam deixar as terras do Outro Mundo e retornar às terras dos vivos, às vezes como descendentes na sua árvore genealógica, ou amigos amados, mas possivelmente também em formas não-humanas, como por exemplo um animal, ou outra criatura.

Alguns RCs criaram ritos funerários e realizaram cerimônias para ajudar as almas a partir. Nossos mortos são honrados, lembrados com um lugar no altar dos Ancestrais, e recebem oferendas regulares para ajudá-los a progredir. Depois de algum tempo entre os mortos, eles são às vezes solicitados a ajudar ou orientar. É possível que alguns dos Deuses já tenham sido Ancestrais humanos, e que um Ancestral honrado possa ter conquistado uma posição de considerável poder no mundo espiritual.


O que vocês querem dizer com isso de que o RC não é uma religião dualista?

Religiões dualistas, como o Zoroastrianismo e o Cristianismo, acreditam haver duas forças opostas no mundo, uma boa e a outra má, que combatem por toda a Criação pela supremacia. Não temos evidências de que a crença Céltica pré-Cristã percebesse o mundo espiritual deste modo. A maioria das Divindades Celtas é retratada como sendo capaz tanto de ações virtuosas como de destrutivas. Alguns personagens da mitologia são mais inclinados ao papel de testadores que outros, como Bricriu, mas nem mesmo ele é retratado como sendo mau.

Outro sentido da palavra “dualista” que é usado algumas vezes é melhor descrito como “polaridade de gênero”, ou a pressuposição de que um Deus e uma Deusa devem ser invocados em cada ritual de certa importância para existir um “equilíbrio” correto. Isso não é uma crença Celta. Não conhecemos evidência alguma de que An Daghda e An Mor-Ríoghain fossem invocados pelos Druidas para abençoar os fogos em cada Oíche Shamhna, embora alguns Neopagãos façam isso baseados numa história na qual ambas as Divindades fizeram sexo antes de uma batalha ocorrida naquela ocasião do ano. Não observamos ecos desta fixação na “polaridade de gênero” no que se conhece dos ritos das outras tradições Indo-Européias. Isso é um padrão comum em muitas tradições Wiccanas e que acaba sendo trazido para a prática de algumas pessoas quando elas se convertem às tradições Célticas. No entanto, isto foi claramente copiado da Wicca.

Um tipo de dualidade que existe nos padrões Celtas é o conceito das metades luminosa e escura do ano, freqüentemente chamado de samos / giamos ; este conceito foi generalizado por alguns povos Celtas num modelo filosófico mais amplo de coisas reveladas / ativas e ocultas / incubatórias. Há indícios de que, em alguns ramos da crença Celta, houvesse atribuição de gênero para cada metade, mas devido às diferentes perspectivas de gênero que os Celtas modernos e os RCs apresentam em contraste com as dos Ancestrais, estas atribuições não significam tanto para nós hoje como significaram antes. Como um contra-exemplo à idéia de que cada metade sempre é associada a um dos gêneros, na Escócia as metades luminosa e escura eram descritas não por gênero, mas por idade, com a Cailleach como a Velha do Inverno regendo a metade escura do ano e Brìde como a Virgem da Primavera ou a Rainha do Verão regendo a metade luminosa. Há outros exemplos possíveis de polaridades do mesmo gênero deste tipo. Além disso, é a opinião de alguns teólogos RCs que atribuições rígidas de gênero às duas metades não são necessárias para entendê-las, e podem mesmo impedir uma compreensão mais clara de muitos motivos simbólicos comuns a elas.


Vocês falam um bocado dos Forasteiros e seu papel. O que é isso?

Quando os RCs se referem aos “Forasteiros” isso pode se referir a uma de duas coisas, ou a ambas.

Pode significar Divindades e Espíritos Forasteiros, o que é um modo muito comum de se referir àqueles Seres aos quais não cultuamos nem damos oferendas em nossos espaços rituais. Isto pode incluir quaisquer Divindades ou Espíritos que simplesmente não são cultuados por nós, por serem de outras culturas. Também pode incluir seres dos Sídhe e dos Fomorianos que podem ser hostis aos humanos, em contraste com outros Sídhe e Fomorianos que podem ser mais simpáticos aos humanos em geral ou a alguns indivíduos. Em alguns casos, os seres em questão podem ser Espíritos da natureza que tenham uma antipatia (muitas vezes merecida) por seres humanos devido a experiências anteriores com pessoas desrespeitosas, ou fantasmas perturbados que não estão em condições de serem curados. Alguns RCs buscam fazer “tratados” com estes seres, geralmente celebrados nos limites de suas propriedades ou a alguma distância de um sítio sagrado. Isto é feito como um acordo de que, se os Seres aceitam a oferenda feita, eles se comprometem em troca a não perturbar o lar ou o rito em questão.

Alguns dentre nós, RCs, também nos referimos a nós mesmos como “Forasteiros”. “Fora-da-lei” talvez também fosse um nome adequado, mas pode ser mal compreendido na sociedade contemporânea. Alguns de nós sentem que não se encaixariam, como adultos civilizados, em qualquer das categorias da cultura Celta da Idade do Ferro e buscam, ao invés disso, inspiração nos Fianna e outros que viviam fora da sociedade regular. Podemos nos identificar mais com os “místicos loucos” ou “guerreiros-poetas” que viviam entre outras pessoas incomuns nas florestas, mesmo que para muitos isso seja mais a selva urbana.

O intermediário, o nebuloso, o mutável, são todos elementos-chave no pensamento Celta. Os que caminham nos limites, ou que pertencem a papéis ou atividades que outros vêem como opostos completos, são parte tradicional de nossa história e importantes para os Celtas modernos.

Há quem ache que, nesta etapa de nossa história, quase todos os RCs seriam “Forasteiros” de um modo ou outro, desde que ainda não existe uma sociedade RC ampla o bastante na qual se encaixar. Isso é adequado, de certo modo, ao se considerar a idéia de que entre os Celtas antigos muitos rapazes (e possivelmente moças) passavam algum tempo como parte de bandos guerreiros fora-da-lei antes de atingir o status de adultos. O RC, enquanto movimento e comunidade, ainda está em sua juventude e poderia ser considerado “ainda não pronto para a sociedade”. No entanto, mesmo que uma estrutura venha a se desenvolver em anos futuros, alguns de nós provavelmente sempre se considerarão Forasteiros e preferirão um modo de vida altamente individualista a qualquer coisa que se perceba ser excessivamente codificada e rígida.

Ser um Forasteiro também é uma questão de grau, que freqüentemente não é claramente definida. Os Fianna, por exemplo, eram Forasteiros que protegiam a sociedade contra Forasteiros ainda mais perigosos.
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